sábado, 10 de agosto de 2013

Semana Edgard Cavalheiro - Perfil dos Autores

Conheça um pouco de cada um dos escritores que se apresentam durante os próximos dias na Semana Edgard Cavalheiro, que será realizada entre 12 e 18 de agosto no Cine Theatro Avenida.

Luiz Ruffato
Foto: Divulgação
Nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1961. Formado em comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, publicou vários livros, entre os quais a série Inferno provisório e o aclamado Eles eram muitos cavalos, que recebeu o prêmio APCA e o Machado de Assis, da Biblioteca Nacional.












Marco Antonio Villa

Foto: Divulgação/George Gianni
Historiador. Professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos. Bacharel e Licenciado em História, Mestre em Sociologia e Doutor em História.






Paulo Barja
Foto: Divulgação/Blog Arte e Cidadania
Santista “de cidade e de time”, herdei do meu pai - Antônio Barja Filho - o gosto pela música, e da mãe - Ila Maria Roxo Barja - a paixão pela literatura. Sou músico e professor universitário, doutor em ciências pela UNICAMP, com pós-doc pela USP. Apaixonado por cultura popular, coleciono cordéis desde a década de 80. Desde 2000, trabalho com direção musical e criação de trilhas musicais para teatro; em 2002, iniciei o trabalho com fotopoemas e, em 2008, comecei a criar os “Cordéis Joseenses”, folhetos de cordel de minha autoria. Com os cordéis, entrei na Academia Joseense de Letras, no programa Funarte de Circulação Literária e recebi o Prêmio Mais de Literatura de Cordel (MinC).

Alexandre Staut
Foto: Divulgação/Facebook
Alexandre Staut nasceu em Espírito Santo do Pinhal (SP) em 1973. Jornalista, trabalhou em alguns jornais da capital paulista, sempre em editorias de cultura e comportamento. Certo dia resolveu ser cozinheiro... uma paixão que o acompanha desde a infância. Comprou uma passagem de ida para a Europa e permaneceu um ano e meio em Londres e três na França trabalhando em cozinhas diversas. Em Brest (a cidade do Querelle) fez curso de gastronomia... e viveu, em média, 14 horas por dia mexendo panelas. De repente resolveu voltar a escrever. Trocou os temperos pelas letras. Hoje escreve matérias sobre costumes e gastronomia para diversas revistas nacionais, como repórter “frila”.



Cadão Volpato
Foto: Divulgação
Escritor, músico e desenhista, as três coisas juntas afinal. Fiz seis discos com o Fellini, um com o Funziona Senza Vapore, outro solo. Cinco livros de ficção. Uma série de desenhos que ainda vai acabar numa galeria: Deslocamentos. Ainda não acabei, estou sempre começando.





Moacir Amâncio
Foto: Loriane Salvi
Nasceu em Pinhal, SP, em 1949. Jornalista, ensaísta, poeta, professor e doutor em Língua
Hebraica e Literatura Judaica da Universidade de São Paulo. Estreou publicando contos e novelas experimentais e só mais tarde passou a se dedicar à poesia. Atuou em diversas publicações: desde a revista Shalom nos anos de 1970 até a revista Visão e os jornais Gazeta Mercantil, O Globo (sucursal), Diário Commercio e Indústria, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, onde foi repórter, redator e editor. Em 1993 ganha o Prêmio Jabuti com o livro de poemas Do objeto útil (Iluminuras) e se afirma como poeta. Segundo Claudia Pastore, sua poesia “é o instante que chega de forma imprevisível, toma seu lugar e fica...Moacir Amâncio desterritorializa os esquemas comunicacionais, criando espaços outros num determinado tempo, presentificado no corpo da própria obra em si”. Outros livros: Figuras na sala (Iluminuras, 1995); O olho do canário (Musa Editora, 1998), Colores siguientes (Musa Editora, 1999), Contar a romã (Globo, 2001); Óbvio (Travessa dos Editores, 2004); Samaritanos e outros filhos de Israel, (Musa Editora, 1997), livro de reportagens e crônicas; e Dois palhaços e uma alcachofra (Nankin Editorial, 2001), um ensaio. Além dessas atividades ainda encontra tempo para presidir a Editora Humanitas, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Casa do Escritor Pinhalense fecha parcerias para a realização da Semana Edgard Cavalheiro

Em seu 13º ano de atividade, a Casa do Escritor Pinhalense “Edgard Cavalheiro” realiza um antigo sonho de criar uma semana em homenagem ao jornalista e biógrafo Edgard Cavalheiro. O evento acontecerá no Cine Theatro Avenida entre os dias 12 e 18 de agosto.

A ideia para a criação da Semana Edgard Cavalheiro surgiu na década de 80. “Sempre sonhei em fazer o encontro de escritores em nossa cidade, como fazia Edgard na década de 50”, revelou o poeta João Batista Rozon, presidente da Casa do Escritor e idealizador do projeto.

A Semana Edgard Cavalheiro é realizada em parceria com a Prefeitura Municipal de Espírito Santo do Pinhal, o Theatro Avenida, Secretária de Cultura do Estado de São Paulo, UniPinhal e Abaçaí, além de outros apoiadores e patrocinadores.

Em sua primeira edição, o evento recebe importantes nomes da literatura de um modo geral. A abertura do evento, por exemplo, acontece com a palestra de Luiz Ruffato, premiado escritor mineiro que recentemente recebeu o Prêmio Casa de las Américas. O historiador Marco Antonio Villa, autor do livro “Mensalão – O Julgamento do Maior Caso de Corrupção da História Política Brasileira”, também participa do evento ministrando a palestra “Política, História e Literatura”.

A grande atração do evento será o músico e escritor Cadão Volpato. Autor de quatro livros de ficção, Volpato apresentou o programa Metrópolis da TV Cultura e já contribuiu para os mais importantes jornais e revistas do país.

Além disso, os escritores Paulo Barja e Alexandre Staut também participam do evento, que terá ainda dois dias dedicados à Educação com palestras de Alexandre Camilo e Emília Cipriano.

Durante a Semana Edgard Cavalheiro também acontecerá a Feira do Livro de Espírito Santo do Pinhal. Haverá ainda apresentações musicais e teatrais, lançamentos de livros e homenagens.

Edgard Cavalheiro (1911-1958) nasceu em Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo. Foi escritor, crítico, jornalista e grande biógrafo. Colaborou em inúmeros jornais, incluindo o Estado de São Paulo, e publicou várias biografias, como obras sobre Garcia Lorca, Fagundes Varela, Álvares de Azevedo e Monteiro Lobato, de quem foi um grande amigo. Publicou ainda outras 67 obras. Edgard Cavalheiro foi presidente e um dos fundadores da Câmara Brasileira do Livro e idealizador do Prêmio Jabuti, a principal premiação literária do país. Foi ainda o responsável pelo pedido de tombamento do Sítio de Lobato e narrador de histórias de seu grande amigo em um programa de rádio chamado "No Sítio do Pica Pau Amarelo". Faleceu na capital paulista na tarde de 30 de junho de 1958.

Programação da Semana Edgard Cavalheiro
12/08 - Segunda-Feira
18h30 – Credenciamento
19h00 – Solenidade de abertura
20h00 – Palestra: Literatura Brasileira Contemporânea - Luiz Ruffato
21h00 – Apresentação musical: Tributo a Vinícius de Moraes – Anna Setton

13/08 - Terça-Feira
20h00 – Palestra: Política, História e Literatura – Marco Antonio Villa

14/08 - Quarta-Feira (Ciclo Educação)
8h00 às 11h00 - “O Castelo de Mulumi” – Teatro Flácus
13h00 às 17h00 - “O Castelo de Mulumi” – Teatro Flácus
19h00 – Credenciamento
20h00 – Atração musical – Projeto Guri – Polo Espírito Santo do Pinhal
20h30 – Palestra: Mudando de postura: Comunicação e diversidade cultural no ambiente educativo – Alexandre Camilo

15/08 - Quinta-Feira (Ciclo Educação)
8h00 às 11h00 - “O Castelo de Mulumi” – Teatro Flácus
13h00 às 17h00 - “O Castelo de Mulumi” – Teatro Flácus
19h00 – Credenciamento
19h30 – Atração cultural: Luiz Gustavo de Souza – Saxofonista
20h00 – Palestra: Encantamento com a criança e o reencantamento do educador – Emília Cipriano

16/08 - Sexta-Feira
20h00 – Concerto: Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo

17/08 – Sábado
13h00 – Credenciamento
13h30 – Palestra: Literatura de Cordel – Paulo Barja
15h00 – Apresentação cultural: Projeto Beija Flor
15h30 – Intervalo
16h00 – Palestra: “A cidade e os sonhos – uma utopia possível” – Alexandre Staut
17h30 – Intervalo
19h30 – Palestra: “A aventura de um romance” – Cadão Volpato
21h00 – Apresentação musical: Sem descanso – André Mastro (Circuito Cultural Paulista)

18/08 – Domingo
09h00 – Documentário: “Edgard Cavalheiro – vida e obra” (Paulo C. Romão, João B. Rozon, Valéria Torres, Ricardo Biazotto, Paulo Moreira).
09h30 – Leitura da peça de teatro “O rei, o rato e o bufão do rei” – de Matei Viniese - pela Cia de Espetáculos Viva Arte.
11h00 – Homenagem ao escritor e poeta Moacir Amâncio – Casa do Escritor Pinhalense Edgard Cavalheiro e Valéria Torres.
12h00 – Lançamento do Prêmio Edgard Cavalheiro – Casa do Escritor Pinhalense Edgard Cavalheiro, Moacir Amâncio e Valéria Torres.

Dias 17 e 18 de agosto
Lançamento dos Livros
Iniciação aos sete (Jorge Abdalla)
Amores impossíveis (Ricardo Biazotto)

Feira do livro (de 12 a 18 de agosto)
Local: Ginásio Pinhalense de Esportes Atléticos (GPEA)
Horário: Das 9h00 às 21 horas

Semana Edgard Cavalheiro
Local: Cine Theatro Avenida
Avenida Oliveira Mota, 50 – Centro
Espírito Santo do Pinhal-SP
Telefone: (019) 3661-6446

Realização: Abaçaí / Secretária da Cultura do Governo do Estado de São Paulo / UniPinhal / Prefeitura Municipal de Espírito Santo do Pinhal / Casa do Escritor Pinhalense Edgard Cavalheiro / Theatro Avenida
Apoio: Circuito Cultural Paulista / ProAc
Patrocínio: Escritório Contábil Pinhal / Ana Tereza Advocacia / Loriane Salvi – Alessandra Jardini: Assessoria / Associação Comercial e Empresarial / Florestal Jequitibá

Mais informações: casadoescritoredca@gmail.com
Inscrições: www.unipinhal.edu.br

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

5º Clube do Livro "Edgard Cavalheiro" - Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)

"Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver, dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas".

Martin Claret - 2012
Com a frase de abertura do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas se iniciou o último encontro do Clube do Livro "Edgard Cavalheiro". E não faltaram elogios ao escritor Machado de Assis (1839-1908) durante o encontro realizado na noite do dia 27 de julho. Discutindo sobre o livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado originalmente em 1881, os membros reforçaram a importância de Machado de Assis para o cenário literário do país.

Entre os membros que elogiaram o escritor e sua obra, o professor Paulo Romão definiu a obra de Machado de Assis como "sensacional", enquanto o escritor José Geraldo Motta Florence afirmou que "Machado de Assis quis marcar a ruptura do romantismo e por isso foi tão marcante". "(Em Memórias Póstumas de Brás Cubas ainda) sobrou características do romantismo e também características do que era moderno na época", disse ainda o escritor pinhalense.

Após comentários sobre o escritor e sua obra, os membros debateram sobre a história de Brás Cubas, um personagem emblemático que resolve contar sua história após a sua morte, o que é visto por muitos como prova da genialidade de Machado de Assis. Também é uma forma de discutir a vida e a morte, o que gerou uma discussão sobre a diferença entre um defunto-autor e um autor-defunto, algo comentado pelo próprio Brás Cubas ao longo da obra.

A ironia do narrador-personagem em relação a sociedade da época e a personalidade de toda a população também foi comentado, além da inutilidade que o personagem dá a determinados capítulos. A conclusão chegada é a de que nada é inútil, como o personagem sugere, mas apenas passa mensagens nas entrelinhas.

O estilo de narrativa e a linguagem arcaica foram lembradas de uma forma que não desprezou a qualidade de Memórias Póstumas e sua importância, que revela a história de um homem que não deixou filhos para não criar um novo sofredor.

Aproveitando do mês do folclore, ficou decidido que o tema do próximo encontro será literatura fantástica e maravilhosa, sendo possível portanto abordar uma infinidade de subgêneros literários. O encontro será realizado na noite do dia 24 de agosto, às 19h30, no prédio da Associação Cultural Antônio Benedicto Machado Florence.

Confirme presença no evento clicando aqui.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Concurso Literário do Escritor Contemporâneo 2013

Segue abaixo o edital da terceira edição do Concurso Literário do Escritor Contemporâneo, concurso de contos que resultará no lançamento do livro Corações Enfeitiçados.

Grupo Ponto do Autor
Concurso Literário do Escritor Contemporâneo 2013

Informações sobre o CLEC 2013
Sobre o concurso
O CLEC foi criado pelo romancista Roberto Laaf com o objetivo de dar oportunidade a talentos estreantes na literatura nacional, garantindo-lhes a oportunidade de lançar seu primeiro trabalho literário em uma compilação séria e que atenda as expectativas do exigente público leitor.
Inicialmente promovido pelo selo editorial Alcantis com o sucesso das edições de 2011 (Equinócios de Amor) e 2012 (Amores Impossíveis), agora o CLEC foi assumido pelo Grupo Ponto do Autor, cuja direção executiva é exercida pelo próprio criador do concurso, e, em parceria com a APED Editora, promove a edição deste ano.
O concurso destina-se somente àqueles que sentem o desejo de iniciar uma carreira literária e tem por finalidade selecionar contos inéditos para a organização de uma coletânea com os padrões de qualidade admirados pelo Grupo Ponto do Autor.

Orientações importantes
Sobre o conto
O conto deve obrigatoriamente possuir abordagem romântica, e esta deve permear a sensibilidade existente no relacionamento apaixonado entre feiticeiros(as), bruxos(as) ou seres com poderes sobrenaturais e seres humanos comuns, independentemente de suas características socioculturais.
A história proposta pelo participante deve ser pungente, norteada pelos aspectos mais profundos encontrados no amor romântico entre duas pessoas que se veem diante da expectativa de viver um romance mesmo diante da diferença de suas naturezas, não necessariamente resultando em um final feliz.
Independentemente da época escolhida para a ambientação do conto, o mesmo deve ser elaborado levando-se em conta os aspectos sobrenaturais que tenham relação com o universo da bruxaria e/ou quaisquer outras características mágicas que estejam em consonância com o teor romântico/sobrenatural desejado para a coletânea.

Condições gerais do concurso
Tema/ Título da obra
Os contos devem ser elaborados em conformidade com o tema proposto pela organização do concurso, que, para esta edição, definiu que o título da obra a ser publicada pela APED Editora será: Corações Enfeitiçados.

Inscrições
As inscrições para o concurso possuem um custo de R$ 45,00 (quarenta e cinco reais), não havendo qualquer outro tipo de taxa a ser cobrada mesmo após a fase de avaliação dos contos ou publicação da obra.
A inscrição deve ser realizada diretamente na página do concurso:

Formas de pagamento
O pagamento poderá ser realizado via crédito bancário ou pelo sistema de pagamentos do pagseguro* com as opções de valor total no boleto bancário ou no cartão de crédito em até três vezes sem acréscimos.
* Requer que o interessado por esse sistema de pagamento tenha conta no pagseguro.

Seleção e avaliação
Para a seleção dos contos enviados serão observados os aspectos técnicos da literatura e as regras básicas de utilização da língua portuguesa, de forma que é extremamente importante que os contos estejam bem escritos e em conformidade com estas observações.
A avaliação dos contos será realizada em duas etapas classificatórias com bancas de avaliação distintas, sendo a primeira etapa de responsabilidade de uma banca a ser contratada pelo Grupo Ponto do Autor, representada por autores convidados e beta readers, e a segunda etapa de responsabilidade de banca representada pela organização do concurso, pela coautora organizadora e coordenação editorial da APED Editora.
A decisão final quanto aos contos escolhidos para compor a obra a ser publicada será soberana, não cabendo qualquer recurso por parte dos autores inscritos no concurso.
Os autores selecionados para a coletânea “Corações Enfeitiçados” ao final do concurso serão informados por e-mail sobre a seleção de seus contos, mas poderão acompanhar o avanço das etapas classificatórias a partir da página:

Lançamento
O lançamento da coletânea será realizado no dia 31 de outubro deste ano, na cidade do Rio de Janeiro, em local a ser definido de acordo com a conveniência dos organizadores da coletânea e do Grupo Ponto do Autor.
Despesas com transporte, alimentação e hospedagem serão de responsabilidade dos próprios autores participantes (ou de seus responsáveis, no caso dos autores menores de idade), caso queiram participar da noite de autógrafos especial que será promovida pelo Grupo Ponto do Autor em celebração ao lançamento do livro.

Premiação
O CLEC não é um prêmio literário, não tem por objetivo premiar autores com troféus ou quantias em dinheiro, nem tampouco com qualquer outra forma de gratificação física ou simbólica; este concurso literário tem o propósito único de selecionar os melhores contos inscritos para a composição de uma antologia em sua temática proposta.
O autor que tiver seu conto selecionado terá a honra de figurar ao lado dos outros autores selecionados para a publicação da antologia; o autor receberá, a título de cortesia, dois exemplares da obra para que possa guardar ou presentear alguém de sua estima.

Direitos autorais
Todos os autores selecionados para a antologia receberão direitos autorais referentes à tiragem inicial de 100 exemplares encomendada pelo Grupo Ponto do Autor para o evento de lançamento, independentemente de que os livros venham a ser vendidos, sendo este valor correspondente ao percentual de 10% sobre o preço de comercialização estipulado pela editora responsável pela publicação do livro que nesta edição do concurso é a APED Editora; o valor será dividido entre todos os autores que fizerem parte da obra.
Após o lançamento, não haverá novos pagamentos de direitos autorais, pois o contrato de publicação será de “não exclusividade” do conto, tendo o autor o direito reservado de publicá-lo em outras obras sem a necessidade de autorização prévia por parte da editora.

Venda e distribuição
A distribuição para livrarias e vendas pós-lançamento caberão à APED Editora, que poderá optar trabalhar somente com vendas diretas em sua loja online, na própria página da editora, ou comercializar os livros por meio dos canais de venda com os quais tenha parceria por ocasião do lançamento da coletânea.
Todos os autores da antologia poderão comprar livros para suas próprias ações promocionais e/ou divulgacionais, caso tenham interesse, com desconto de 50% sobre o valor de capa estipulado para a comercialização do livro.

Sobre a produção da obra
Produção Executiva: Roberto Laaf
Coordenação: Vinícius de Souza
Organização: Dione Mara Souto da Rosa
Revisão de texto: APED Editora
Design e capa: APED Editora
Produção gráfica: APED Editora

Tiragem inicial
Comercialização: 100
Divulgação promocional: 22
Distribuição autores: 28

Patrocínio e Apoio
O CLEC 2013 conta com o patrocínio parcial da APED Editora, com o patrocínio institucional da loja Silociano, de recursos do romancista Roberto Laaf, além de contar com o apoio de recursos logístico e de infraestrutura da Alcantis Editora.
A autora e romântica poetisa Dione Mara Souto da Rosa é a convidada especial como coorganizadora da antologia desta edição, e também participará da comissão de avaliação selecionada pelo Grupo Ponto do Autor para o julgamento dos trabalhos.

Pré-requisitos para participação
O autor...
* deve ter nacionalidade brasileira;
* deve ser residente no Brasil;
* não pode ter obras literárias de autoria exclusiva, de qualquer natureza, já publicadas;
* com idade inferior a 18 anos deverá enviar autorização dos pais ou tutores responsáveis junto ao material de inscrição para o concurso.

O conto...
* deve ser de autoria exclusiva do autor inscrito;
* deve ser inédito em todos os meios de comunicação;
* não pode ser divulgado ao público até o término do concurso e publicação da obra.

Orientações para os inscritos (detalhes técnicos)
Especificações técnicas:
Formatação da página
Tamanho de papel: A4
Margens superior e inferior: 3 cm
Margem esquerda: 4 cm
Margem direita: 2,5 cm
Numeração de páginas: Centralizada e no topo da página

Formatação do texto
Quantidade de toques (incluindo espaços): 8000 a 16000;
Font: Courier New;
Tamanho 12;
Espaçamento entre linhas: 1,5

Considerações finais
Os autores inscritos deverão obedecer aos prazos estipulados em cada etapa do concurso a fim de que o planejamento da Coordenação de Concursos do Grupo Ponto do Autor não seja prejudicado. O não cumprimento dos prazos por parte dos autores inscritos poderá ocasionar sua desclassificação do concurso sem direito a devolução da taxa de inscrição.
Há um limite de contos estipulado para cada inscrição do autor, que poderá enviar até três contos para avaliação dos jurados do concurso, no entanto, a coletânea contará obrigatoriamente com 14 (quatorze) diferentes autores, podendo, desta forma, ter mais de quatorze contos selecionados no caso de um mesmo autor possuir dois ou três contos classificados na fase final.
Ao seguir as orientações técnicas para a elaboração do conto, o texto ficará no mínimo com seis páginas (8.000 caracteres) ou no máximo com 14 páginas (16.000 caracteres).

Para fazer sua inscrição ou obter mais informações, acesse:
http://www.pontodoautor.com.br/clec

terça-feira, 9 de julho de 2013

Filhos da Terra Paulista

Associação Cultural Antônio Benedicto Machado Florence e Casa do Escritor (Clube do Livro) “Edgard Cavalheiro” apresentam:

Homenagem aos combatentes na Revolução Constitucionalista de 1932

Nove dias do longínquo julho de 1932: o dia em que tudo começou. Enquanto para alguns é apenas uma data, para nós é o início de mais um capítulo da nossa história. Uma história que nos dá motivo para bater no peito e gritar com orgulho: somos paulistas! Um grito que ecoa pelas memórias do passado; pelas atitudes do presente; e pela certeza de um futuro marcante. Isso faz parte do povo paulista; da nossa gente!

Nas lembranças dos mais velhos, aquele sábado de 32 foi apenas o estopim de uma revolução que se originou semanas antes, quando as tropas do então governo assassinaram Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, hoje Heróis da Pátria. Nas páginas dos livros, uma data para deixar viva a memória desses quatro jovens e de tantos que morreram por uma causa: a promulgação de uma nova constituição para o Brasil.

Esse desejo por mudança foi o resultado de uma série de acontecimentos da década anterior, porém a Revolução de 30 foi o ápice de enormes manifestações contra o Golpe Militar que impediu a posse do paulista Prestes e acabou com o nosso direito de liberdade. Queríamos o fim de uma ditadura que ignorava as funções do poder Legislativo e por isso as armas foram levantadas.

Tinha início uma luta por um bem maior e contra 100 mil homens do governo nacional, pouco mais de dez mil combatentes paulistas representaram uma nova nação, também conhecida como São Paulo.

Os desejos dos paulistas movimentaram toda essa pequena nação, que se mobilizou quase por completa. Isso era necessário, afinal, não havia apoio de outros estados e nem mesmo os nossos soldados, em sua maioria simplesmente civis, tinham condições de sair vitoriosos. Sem armamento pesado e contra um exército gigantesco, os nossos soldados mostraram a bravura de ser paulista, algo que só nós entendemos.

Muito foi necessário, no entanto a nossa vontade de fazer com que o conflito armado valesse a pena nos ajudou a resistir por muito tempo e isso nos enche de alegria e orgulho desse estado que, mesmo depois de 32, continuou progredindo e representando a verdadeira nação chamada Brasil.

Não sou um sobrevivente, tampouco vivenciei os 87 dias de combate que resultaram na morte de centenas de pessoas. Não sou um sobrevivente, mas sou filho da terra paulista. A terra de gente guerreira, que assumiu as armas lutando por um ideal e que, mesmo derrotada, ostenta uma bandeira listrada com manchas de sangue e orgulho dos nossos soldados.

RICARDO BIAZOTTO